Friday, July 30, 2010

Aguilar Impressions of Pedro Vicente


Texto de Aguliar sobre o artista Pedro Vicente


Pedro Vicente é inclassificavel. Ele é um dharma bum, ou seja um vagabundo do dharma. Um surfista de sincronicidades. Um Dennis Hoper invisível. Ele não quer ser redutivel a categorias do fazer e nem quer ser traduzido. E o que eu estou fazendo aqui? Exatamente o que ele não quer.

SHAZAM, eis o perfil de PV:

http://www.canallondres.tv/Canallondres_Arte_e_Design_em_Londres__Pedro_Vicente_e_o_triolho_em_Londres.html
http://mutanteobliquo.blogspot.com/
http://www.youtube.com/watch?v=XKqJLFliOjk
http://www.youtube.com/watch?v=4KSW_hW6q8I
http://www.youtube.com/watch?v=nECXtP1OQY0
http://www.youtube.com/watch?v=pa4s_KSevXc

Agora que a gente se livrou da encrenca racionalista do perfil do artista, vamos seguir a rota de seu surf. Ele faz parte de uma legião de visionários que tem sua linhagem nos tempos. Nos tempos modernos, uma nova onda se derramou na costa oeste dos E.U. em direção a leste. Os americanos ganharam a Guerra com o Japão, mas a cultura japonesa invadiu a Americana principalmente através do zen-budismo. Uma nova espiritualidade apareceu, um zen com roupas de caubói que permeou a cultura deste país. Um dos livros mais bandeirosos deste período foi o Dharma Bums de Jack Kerouac, os vagabundos do dharma vivendo o aqui e o agora sem objetivações. Eu classifico a pintura de Jacson Pollock de zen. Muito adubo neste solo, desde William Blake, Novalis, Walt Whitman, Emerson, Gurdieff, sufi, zen flores novas cresceram dando origem a uma cultura de paz nos anos sessenta muito forte: o movimento hippie. Inaugurado por um novo portal de consciencia através de alucinogenos, LSD, mescaline, peyote, no porta-voz mais altissonante que foi Timothy Leary, junto com ALdous Huxley, Castañeda, Ken Kesey. Destas “Portas da Percepção” muitos sons levantaram velas, The Doors, Beatles e o diabo a quarto. O lema “Turn In and Drop Out” foi a maior bandeira onde comunidades-sanghas se desenvolveram numa cultura da Paz mais ampla possível. De repente um fantasma assolou esta sociedade alternativa pondo um fim ao sonho: a AIDS. Da segunda metade dos anos 60 um enorme retrocesso se fez sentir até hoje.

Mas esperanças surgem. O planeta está tão fodido com os exageros da rapinagem da industrialização selvagem que uma reação se fez sentir. Um viver mais sustentavel, uma volta aos príncipios básicos da vida, a formação de novas sanghas que lutam pelo planeta… Men in green, nor more men in black. Esta consciência se faz não na luta exterior, também na luta exterior, mas no olhar para dentro, no despertar de uma consciência individual que somada se transforma em coletivo. E isto permeia a cultura.

E daí surge o Pedro Vicente em São Paulo. Ele é tudo. Não se limita a uma linguagem. É teatrólogo, escritor, poeta, pintor, xamã, não sei o time de futebol que ele torce, acho que pra nenhum, porque torcer para um exclue os outros, e ele é includente. Esta cultura é includente, não é uma cultura de nichos post-moderna a la Duchamp, não é objetivações de rótulos. É um surfar nas ondas das possibilidades infinitas do mar quântico.

A grande ação de Pedro é pintar o Palhaço do Dharma em todos os cantos do planeta. O Dharma Clown não é um arauto, ele sussura consciência nos ouvidos daqueles que vêem e se mostra aos olhos daqueles que ouvem. É este o grande convite. Ser um palhaço do dharma, a lei inerente da serenidade e amor.

Esta geração une as pontes outra vez. Alguns. VIVA PV, PEDRO VICENTE.

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