Wednesday, July 18, 2012

FELICIDADE REALISTA - REALISTIC HAPPINESS


 FELICIDADE REALISTA
Martha Medeiros

A princípio bastaria ter saúde, dinheiro e amor, o que já é um pacote louvável, mas nossos desejos são ainda mais complexos. Não basta que a gente esteja sem febre: queremos, além de saúde, ser magérrimos, sarados, irresistíveis. Dinheiro? Não basta termos para pagar o aluguel, a comida e o cinema: queremos a piscina olímpica e uma temporada num spa cinco estrelas. E quanto ao amor? Ah, o amor... não basta termos alguém com quem podemos conversar, dividir uma pizza e fazer sexo de vez em quando. Isso é pensar pequeno: queremos AMOR, todinho maiúsculo. Queremos estar visceralmente apaixonados, queremos ser surpreendidos por declarações e presentes inesperados, queremos jantar a luz de velas de segunda a domingo, queremos sexo selvagem e diário, queremos ser felizes assim e não de outro jeito. É o que dá ver tanta televisão. Simplesmente esquecemos de tentar ser felizes de uma forma mais realista. Ter um parceiro constante pode ou não, ser sinônimo de felicidade. Você pode ser feliz solteiro, feliz com uns romances ocasionais, feliz com um parceiro, feliz sem nenhum. Não existe amor minúsculo, principalmente quando se trata de amor-próprio. Dinheiro é uma benção. Quem tem, precisa aproveitá-lo, gastá-lo, usufruí-lo. Não perder tempo juntando, juntando, juntando. Apenas o suficiente para se sentir seguro, mas não aprisionado. E se a gente tem pouco, é com este pouco que vai tentar segurar a onda, buscando coisas que saiam de graça, como um pouco de humor, um pouco de fé e um pouco de criatividade. Ser feliz de uma forma realista é fazer o possível e aceitar o improvável. Fazer exercícios sem almejar passarelas, trabalhar sem almejar o estrelato, amar sem almejar o eterno. Olhe para o relógio: hora de acordar. É importante pensar-se ao extremo, buscar lá dentro o que nos mobiliza, instiga e conduz, mas sem exigir-se desumanamente.. A vida não é um jogo onde só quem testa seus limites é que leva o prêmio. Não sejamos vítimas ingênuas desta tal competitividade. Se a meta está alta demais, reduza-a. Se você não está de acordo com as regras, demita-se. Invente seu próprio jogo. Faça o que for necessário para ser feliz. Mas não se esqueça que a felicidade é um sentimento simples, você pode encontrá-la e deixá-la ir embora por não perceber sua simplicidade. Ela transmite paz e não sentimentos fortes, que nos atormenta e provoca inquietude no nosso coração. Isso pode ser alegria, paixão, entusiasmo, mas não felicidade. 



REALISTIC HAPPINESS - It should be enough to have health, money and love, which is already a perfect package, but our desires are more complex. It's not enough that people don't have any disease: we want, besides being healthy, to be bone thin, hot and irresistible. Money? It is not enough to have money to pay the rent, food and cinema: we want the Olympic pool and a five-star spa. What about love? Ah, love ... it's not enough to have someone you can talk to, share a pizza and have sex once in a while. This is to think small: we want LOVE, with capital letters. We want to be viscerally passionate, want to be surprised by declarations and unexpected gifts, we want a candlelit dinner Monday through Sunday, we want wild sex and everyday, we want to be THIS happy. Well, we just forget about trying to be happy in a more realistic way. Having a steady partner may or may not be synonymous of happiness. You can be happy as single person, happy with occasional romances, happy with a partner, happy on your own. There is no small love, especially when it comes to self-esteem. Money is a blessing. Who has it, needs to use it, spend it, enjoy it. Do not waste time collecting, gathering, gathering. Have just enough to feel safe, but not imprisoned. And if we have little, we will make it work, looking for things that are free, like a humor, a little faith and a some creativity. Being happy in a realistic way is to make possible and accept the improbable. Exercise without longing for the catwalk, work without longing for stardom, love without longing for the eternal. Look at the clock: time to wake up. It is important to think in the extreme, look inside for what moves us, instigates and leads us, but that should not be something that requires an inhuman force .. Life is not a game where only those who test their limits take the prize. Let's not be naive victims of such competitiveness. If the goal is too high, reduce it. If you are not in accordance with the rules,  resign. Invent your own game. Do whatever it takes to be happy. But do not forget that happiness is a simple feeling, you can find it and let it go for not realizing its simplicity. It transmits peace and not strong feelings that could torment us and cause restlessness in our hearts. This could be joy, passion, enthusiasm, but not happiness.

2 comments:

  1. Show Aninha a sua publicação, parabéns

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  2. Ah! TInha errado a autoria! É da Martha Medeiros e não do Quintana!

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